Enuma Elish

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Enuma Elish

Mensagem por GuilVP em Seg Mar 05, 2012 7:02 pm

Gostaria de saber se a Biblia é uma copia do Enuma Elish, manuscritos datados do ano 4000 A.C aproximadamente q conta a mitologia babilonica de diversos deuses, e o mais espantoso, o relato da criação é semelhante ao de Genesis, será q a Biblia foi um Plagio? então Adam e Eva nunca existiram?

Deus mata a Tiamat em Isaias 51:9 e 10?

GuilVP

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ENUMA ELISH

Mensagem por Édis B. Lacerda em Sab Abr 14, 2012 1:27 pm

O que é o ENUMA ELISH?

O Enuma Elish, é o mito da criação babilônico, escrito ou gravado em forma de poema épico, cujo objetivo principal é a elevação de Marduk (deus protetor da Babilônia) acima de outros deuses da Mesopotâmia.
O Enuma Elish tem cerca de mil linhas escritas em babilônio antigo sobre sete tábuas de argila (Tabletes), cada uma com cerca de 115 a 170 linhas de texto. Ele foi descoberto por Austen Henry Layard em l849 (em forma fragmentada nas ruinas da biblioteca de Assurbanipal em Nínive (Mossul, Iraque) e publicado por George Smith em 1876. A maior parte do Tablete V foi encontrada em Sultantepe, antiga huzirina, localizada perto da moderna cidade de Sanliurfa, na Turquia.
Quando os sete tabletes foram descobertos pela primeira vez as evidências indicavam que ele fora usado em um "RITUAL", significando que ele era recitado durante a cerimônia ou comemoração que agora é conhecida como o festival de Akitu, ou o ano novo babilônico. Esta cerimônia, comemoração ou festa fala da criação do mundo e do triunfo de Marduk sobre Tiamat (monstro fêmea, dragão que habitava os oceanos, sendo a deusa do mar, o qual encarnava as forças da desordem, o regresso ao informe, o caos), e como se relaciona com ele tornando se o rei dos deuses. Então segue se uma invocação a Marduk por seus cinqüenta nomes." (Wikipedia - Enuma Elish)
"Na festa real da Criação do Ano Novo, no mês Nissan, em Babilônia a vitória real, ritualmente representada por uma luta contra um dragão, tem valor de recriação da ordem cósmica e social:
"O rito celebra-se todos os anos, durante os onze dias que acrescentados ao fim de um ano lunar, permitem fazê-lo coincidir com o ano solar, e asseguram, assim, com o conhecimento exato das estações, a possibilidade de prever e de organizar o escalonamento dos trabalhos agrícolas. O momento para intercalar no ano os onze dias, 'fora do tempo', era o do equinócio da primavera antes do começo da lavra (...) (Vernant, J. P. cit., pág. 296.)
O rito e o mito babilônico permitem-nos, então perceber as relações existentes entre a função real, o desenvolvimento da agricultura e o controle do tempo das estações (graças à invenção do calendário solar ou lunissolar. Através deles, podemos perceber que a ordenação do mundo e dos ciclos das estações fazem parte das atividades reais; são, na verdade, aspectos da função de soberania." (Livro: História das Sociedades - Das Comunidades Primitivas Às Sociedades Medievais - pág. l08 - Autores: Aquino, Denize e Oscar - Editora Ao Livro Técnico)

Tábua IV
O conselho dos deuses testa os poderes de Marduk (colocando o à prova). Depois de passar o teste, o conselho entrega o trono a Marduk e encarrega o de lutar com Tiamat. Com a autoridade do conselho, reune as armas, os quatro ventos e ainda os sete ventos da destruição, e segue para o confronto. Depois de prender Tiamat numa rede, liberta o Vento do Mal contra ela.
"Marduque mata Tiamate com auxílio dos ventos que penetram no interior do monstro. Morto o dragão, Marduque abre-o em dois como uma ostra, atira uma metade ao ar e imobiliza-a para formar o céu. Fixa então o lugar e o movimento dos astros, fixa o ano e os meses, cria a raça humana, distribui os privilégios e os destinos." (Vernant, J. P., Mito e Pensamento Entre os Gregos, Difusão europeia do Livro, Editora da Universidade de São Paulo, pág. 296.)



Édis B. Lacerda

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A BÍBLIA (GÊNESIS), PLÁGIO DO MITO BABILÔNICO??!

Mensagem por Édis B. Lacerda em Sab Abr 14, 2012 4:06 pm

A Bíblia (Gênesis) teria plagiado, copiado, adaptado o mito balilônico da criação do mundo?
De fato, podem ser comprovada a existência de algumas "ditas semelhanças" ao serem comparadas as duas teorias da criação do mundo (a babilônica, com a da Bíblia - Gênesis).
"São várias as similaridades entre a história da criação no Enuma Elish e a história da criação no Livro do Gênesis. O Gênesis descreve seis dias de criação, seguido de um dia de descanso, enquanto o Enuma Elish, descreve a criação de seis deuses e um dia de descanso. Em ambos a criação é feita pela mesma ordem, começando na luz e acabando no homem.
A deusa Tiamat é comparável ao oceano no Gênesis, sendo que A PALAVRA HEBRAICA PARA OCEANO TEM A MESMA RAIZ ETIMOLÓGICA que Tiamat."
"Dadas as suas... semelhanças com a narração bíblica do Gênesis várias discussões tem surgido sobre qual das histórias é a original e qual é uma adaptação à religião em causa".
"Estas semelhanças levaram a que muitos estudiosos tivessem chegado à conclusão que ou ambos os relatos partilham a mesma origem, ou então uma delas é uma versão transformada da outra."
Qual destas conclusões seria a mais acertada?
Para uma melhor reflexão seria necessário levar em conta as influências culturais de ambos os povos, havendo portanto a necessidade de conhecer as suas origens.
A respeito da origem da civilização babilônica temos o seguinte relato histórico:
"Na Média Mesopotâmia os amorritas, vindos do Deserto Arábico, haviam-se estabelecido em uma povoação - Babilônia - que, com o tempo, se converteu em importante centro comercial, devido à sua localização privilegiada. Para a Babilônia convergiam muitas rotas comerciais do Oriente Próximo.
Entre os reis das dinastias amorritas, destacou-se Hamurabi (2067-2025 a.C.). Sob o reinado desse soberano, as Cidades-Estados da Mesopotâmia foram reunidas sob uma autoridade central: formou-se o Primeiro Império Babilônico, que abrangeu toda a Mesopotâmia. Babilônia converteu se na principal cidade e, prova dessa ascendência, seu deus protetor, Marduque, foi elevado à categoria de divindade mais importante." (Livro: História das Sociedades - Das Comunidades Primitivas Ás Sociedades Medievais - décima quinta Edição - Autores: Rubim Santos de Aquino, Denize de Azevedo Franco, Oscar Guilherme Pahl Campos Lopes - pág. 113 - Editora Ao Livro Técnico)
Os amorritas ou amorreus, citados pelo Livro História das Sociedades, como o povo que deu origem a Babilônia eram descendentes de Canaã, um dos quatro filhos de Cão (Ham) filho de Noé (Noah) - Gênesis 10:1,615-20.
Esse é o ponto em comum entre os dois povos, estão ligados pelas origens, sendo possível, portanto, partilharem a mesma herança cultural. Se Noé e os seus descendentes (filhos e netos), acreditavam em um Deus que havia criado o mundo conforme a ordem e padrões tais quais os citados na Bíblia é possível que os povos que se originaram diretamente deles tivessem acesso a esta mesma informação, ou sofressem a sua influência, herdando elementos da sua cultura e tradições. Ainda que na época de Noé e dos seus descendentes não houvesse a Bíblia, Torah ou Tana'ch (Tradição Escrita) é possível que houvesse a Tradição Oral, como afirma o judaísmo, esse era o processo através dos quais os pais passavam para os filhos os seus valores e herança cultural e assim sucessivamente.
Mesmo que se credite à Abraão como o pai do monoteísmo e fundador do Judaísmo e à Jacó como o originador da nação de Israel, antes deles outros povos ou gerações (como é o caso de Abel, Enoque e Noé, por exemplo) já adoravam e cultuavam o deus do culto monoteísta que só se foi revelar muitos séculos após à Abraão, Isaque e Jacó.
Testemunho da História à respeito da Bíblia:
"Você já leu a Bíblia?
A Bíblia é uma das mais importantes fontes históricas da Antiguidade, e você deve procurar conhecê-la. Ela, certamente, foi redigida entre os séculos VI (época do Cativeiro de Babilônia) e II a. C., é constituída de numerosos elementos e divide-se em duas partes; o Antigo e o Novo Testamento (BÍBLIA CRISTÃ).
E, afinal o que ela testemunha?
A Bíblia dá testemunho das diversas fases da religião da elite judaica, demonstrando um esforço constante em direção a um monoteísmo. Sim, porque nela aparecem, ou são violentamente combatidas, as superstições da massa popular que na sua maioria era politeísta.
A frase que nos serve de título("NÃO TERÁS OUTROS DEUSES DIANTE DE MIM... - A sociedade hebraica") ilustra muito bem esse esforço por uma religião monoteísta. Segundo a Bíblia, teria sido proferida por Jeová a Moisés, quando este conduzia o povo hebreu do Egito para a Palestina (Êxodo). Nesse trajeto, Moisés subiu ao Monte Sinai e recebeu de Jeová as Tábuas da Lei com os Dez Mandamentos que deveriam ser respeitados pelo povo. Nesse momento começou verdadeiramente a História dos hebreus, sob a conduta inspirada de seu chefe, Moisés.
Traçando o itinerário espiritual dos hebreus, no decurso das diversas experiências de sua História, a Bíblia nos permite compreender a força ideológica de uma "religião revelada", que conseguiu manter a unidade de um povo mesmo quando em estado de dispersão, que, afinal, lhe será característico até os nossos dias". ( Citação extraída do Livro HISTÓRIA DAS SOCIEDADES - Das Comunidades Primitivas Às Sociedades Medievais - pág. 130 - Autores: Aquino, Denize e Oscar - Editora Ao Livro Técnico)
Até mesmo a História reconhece a posição anti-politéista da Bíblia; sendo o politeísmo uma atitude vista como pecaminosa, condenável perante o Deus da Bíblia, havendo várias advertências para que não se imitasse o exemplo idólatra das nações pagãs, e até mesmo que houvesse um distanciamento físico das mesmas afim de que se evitasse uma influência doutrinária religiosa. Dificilmente os escritores da Bíblia buscariam em tais filosófias religiosas inspiração para compor os textos que fariam parte do Canôn Sagrado, ou copiariam as suas idéias sobre a origem da criação do mundo ou outra situação qualquer. Seria muito mais fácil o contrário, que as pessoas de nações idólatras, conhecendo as teorias ou a cosmovisão dos servos desse Deus que exige uma adoração exclusivista, tentássem copiar as suas idéias, misturando-as com a sua religião mitológica pagã e politeísta.





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G Ê N E S I S

Mensagem por Édis B. Lacerda em Dom Abr 15, 2012 11:47 am

"O primeiro livro do Pentateuco chama-se Gênesis, isto é "origem", e em hebraico Bereshit, que significa "no princípio." Esses títulos são adequados a um livro que trata da criação do mundo, das origens do gênero humano e da iniciação da história do povo hebreu.
O livro está dividido em três partes: a primeira trata do princípio do Mundo e da humanidade (capítulos 1-12); a segunda da vida patriarcal (capítulos 12-36) e a terceira da história da vida de José, até o fim do livro.
O professor Humberto Casuto, da Universidade de Jerusalém, demonstrou claramente em seu livro La Questione Della Genesi, com documentos e amplas explicações, a unidade do Gênesis. Todos os esforços feitos para desmembrar este livro e diminuir sua importância foram inúteis e, portanto, a tradição judaica que atribui a autoria do Pentateuco ao profeta Moisés, triunfa até hoje.
As primeiras palavras do Gênesis, que tratam da Cosmogonia, são plenas de solene majestade. Sem adornos nem fantasias inúteis, impressionam justamente por isto. Somente Deus existia naquele tempo, com a sua onipotência e a sua vontade de criar o mundo. Este conceito tão elevado da realidade e do pensamento humano está expresso de maneira simples e sem nenhum eslclarecimento sobre o feito maravilhoso da Criação.
Os primeiros capítulos do Gênesis encerram em si os profundos princípios e mistérios da Criação, tal como foram revelados no Talmud e na Cabalá. Além de ser PROIBIDO pela religião, é impossível considerar o sentido literal ou aparente desses capítulos. O verdadeiro sentido é muito mais profundo, e seu estudo necessita de um prévio conhecimento das doutrinas completas da Torá.
(N. E.: Atualmente, a teoria aceita pela maioria dos cientistas é a chamada de Big Bang, apresentada em 1946 por George Gamow e que pode ser assim expressa: num dado instante, nosso Universo não existia e, no instante seguinte, passou a existir. Segundo a teoria, há cerca de 15 bilhões de anos, apareceu subitamente do nada uma colossal fonte de energia, chamada bola de fogo primordial. Percebemos de imediato, que esta formulação traduz a idéia da criação ex nihilo. O fantástico desenvolvimento ocorrido durante as últimas décadas no estudo da cosmologia, astrofísica, astronomia, geologia, paleontologia e biologia molecular nos permite afastar a cortina misteriosa que encobria as etapas da Criação e perceber que, somente agora, começa o homem a ter uma pálida compreensão das mesmas. Aliás, segundo muitos comentaristas, os seis dias da Criação não se referem a dias de 24 horas, mas sim a etapas sucessivas de duração variável. Em outras palavras, o nível atual de nosso conhecimento anula o pretenso conflito entre o que nos ensina o Livro de Bereshit e o que nos afirma a ciência.)
A segunda parte narra a história dos patriarcas Abrahão, Isaac e Jacob. Essa história demonstra a existência da idéia monoteísta entre os antigos patriarcas do povo de Israel, que foram homens e não figuras divinas. Com o caráter essencialmente humano, tiveram uma fé religiosa superior, pela qual compreenderam a unidade de Deus, permanecendo fiéis a Ele, cuja existência sentiram em toda parte. O estilo é narrativo e às vezes dramático, como o relato do sacrifício de Isaac, o engano de Jacó e a ira de Esaú. Esta parte termina com a triste e falsa notícia da morte de José.
A terceira parte é dedicada, principalmente, à história de José e atinge uma dramaticidade elevada e humana no relato do encontro de José com seus irmãos.
O Gênesis conclui com o estabelecimento, no Egito, dos doze filhos de Jacob, fundadores das doze tribos de Israel, e com a morte de José, para narrar outro período importante da história dos israelitas, no segundo livro: O Êxodo."
(Extraído da introdução à Torá - Edição 2001 - Editora e Livraria Sêfer)

"O primeiro capítulo do Gênesis rompeu com um facho de luz as trevas da antiga mitologia. Sob esta luz vive hoje a humanidade e mal podemos imaginar o efeito causado por ela, quando brilhou pela primeira vez. O universo foi declarado como sendo uma ordem natural criada e desenvolvida por uma só força e acionado como uma vasta máquina que deveria funcionar sob o impulso de sua própria energia. Não havia deuses em forma de gente. Nem havia animais-deuses e nem os deuses eram animais. Não havia o deus sol, o deus da lua, o deus do amor, o deus do mar ou o deus da guerra.
O mundo e a humanidade não eram frutos de incestos titânicos e de sodomia, praticados por monstros celestes. O sol, a lua, os ventos, os mares, as montanhas, os astros, as pedras, as árvores, as plantas e as feras faziam parte da natureza e eram desprovidos de todo e qualquer poder mágico. Os fetiches eram um equívoco.
Os deuses e sacerdotes que exigiam que crianças fossem queimadas em holocausto, que corações fossem arrancados de seres vivos, que se praticassem horrendas obscenidades ou que lhes eram trazidas sucessivas oferendas, revelaram-se inúteis, tolos, ofensivos ao universo e condenados a desaparecer. Terminava o pesadelo da infância da humanidade. O dia estava nascendo.
O relato do Gênesis sobre a Criação extirpou do pensamento humano o câncer da idolatria. Levou algum tempo até ele prevalecer, mas no final, até as supostas deidades gregas e romanas enfraqueceram-se diante do golpe. O Gênesis é a linha divisória entre a inteligência contemporânea e a confusão primitiva no domínio das coisas primeiras e últimas. Nestas condições, não vejo como ele possa se tornar superado.
Os antigos teólogos fundamentalistas afirmavam que, ou Moisés teria lançado mão da aritmética para descrever tão precisamente o que vira ou, então, que ele não mereceria mais crédito do que um homem primitivo da Idade da Pedra. Os cientistas alegremente acolheram essa formulação. Pode-se dizer que eles venceram, mas nenhuma calamidade seguiu-se à discussão. Porque os fundamentalistas haviam elaborado uma hipótese falsa. Os homens continuam rendendo tributo ao Livro do Gênesis. Pensadores modernos atualmente dão por certo - como há muito os rabinos já tinham sugerido - que o Gênesis é uma visão mística da origens das coisas, expressa através das palavras mais cristalinas e incisivas, acessíveis à mente infantil e inspiradoras à inteligência adulta, suficientemente claras para subsistir em eras primitivas e profundas o bastante para desafiar culturas desenvolvidas.

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CONTINUAÇÃO DA CITAÇÃO Á RESPEITO DO GÊNESIS

Mensagem por Édis B. Lacerda em Dom Abr 15, 2012 12:24 pm

O estilo da Torá é único, para dizer o mínimo. A pessoa começa sua leitura no Gênesis com uma poderosa visão do nascimento do universo. Seguem-se relatos místicos: uma serpente que fala, o fruto de uma árvore que transmite o conhecimento ou a imortalidade, homens que vivem novecentos anos. O ponto alto é um dilúvio de proporções planetárias, do qual se salvam um homem de seiscentos anos e sua família, numa arca repleta de animais que irão repovoar a terra. Após o dilúvio e uns mil anos de genealogia, começamos a respirar uma atmosfera mais familiar. As pessoas são como nós e reconhecemos a paisagem. A história dos judeus começa por um relato acerca de Abrahão, o pai da nação. As aventuras dos Patriarcas ocupam o restante do Gênesis. No Êxodo, principia a história de Moisés, e a Torá descreve a fuga de Israel do Egito e o resplandecente evento do Sinai.
O direito do povo de Israel à Terra Sagrada fundamenta-se na existência de Deus. Se não fosse a vontade de Deus que possuísse Canaã, outras nações poderiam acusar o povo de não passar de uma legião de conquistadores. Assim, a Torá precisa começar pela Criação para situar os fundamentos históricos de Israel dentro de uma perspectiva justa.
Os antigos hebreus nada sabiam a respeito das musas gregas. O único assunto que merecia ser mencionado eram as relações entre Deus e o homem, cujo vínculo forma a lei moral. Se, no meio de suas especulações sobre esse tema, saísse de sua pena, acidentalmente, alguma peça dramática, um trecho épico ou um poema, não davam a mínima importância. O editor da Literatura Criadora conservou o relato sobre José e excluiu as leis agrícolas porque, pelos padrões gregos, a narrativa era brilhante, enquanto as leis, maçantes. Os judeus jamais cortaram uma só palavra da Torá. O projeto de um tabernáculo e a divisão do Mar Vermelho têm valor idêntico para eles. A Torá jamais foi editada." (Citação do Livro ESTE É O MEU DEUS - A Maneira Judaica de Viver - Autor: Herman Wouk, págs. 58, 59, 164, 165)

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DEUS MATA A TIAMAT EM ISAÍAS 51:9-10?

Mensagem por Édis B. Lacerda em Dom Abr 15, 2012 12:49 pm

Resp.: N Ã O.

Apesar de ser citada a palavra DRAGÃO no final do versículo 9 do capítulo 51 de Isaías (segundo a versão de Almeida, Bíblia Cristã), a Bíblia Hebraica não faz alusão a qualquer animal ou ser que daria a entender haver uma conexão com o mito babilônico, na mesma passagem ou versículos de Isaías.

"Desperta, desperta, fortalece-te, ó braço do Eterno! Desperta como em tempos idos, como para as gerações de tempos passados. Não és Aquele que dizimou os altaneiros e despedaçou o CROCODILO? Não és O que secou o mar, as águas das profundidades e que fez do fundo um caminho para que, por ele passassem os libertados? Isaías (Ieshaiáhu) 51:9-10 - Bíblia Hebraica da Editora Sêfer (lançada em português no Brasil)

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Re: Enuma Elish

Mensagem por Édis B. Lacerda em Ter Abr 17, 2012 3:38 pm

Considerando Deus como um ser cuja existência é real e Tiamat um mito. de que forma poderia haver um encontro entre os dois? De que forma poderia se travar uma batalha entre os dois?
A não ser que estejamos presumindo que o Deus ao qual estamos fazendo referência se trate, também, de um mito, aí sim seria possível este duelo. Caso contrário seria impossível reunir ambos em uma situação de confronto, luta, combate.

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Re: Enuma Elish

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